PRISMA | Horizontes

PRISMA | Experimentos

PRISMA | Horizontes

Um experimento para investigar como transformar desenvolvimento em um processo contínuo de construção de capacidades.

Como transformar o desenvolvimento de pessoas em um processo contínuo de construção de capacidades — em vez de ciclos isolados de treinamento e avaliação?

Product Discovery · HR Tech · IA · Learning & Development
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O que precisamos descobrir?

O Horizontes não nasceu de uma lista de funcionalidades. Nasceu de perguntas que RH e T&D ainda precisam responder sobre desenvolvimento, capacidades e futuro do trabalho.

01 — Continuidade

O acompanhamento contínuo produz evidências melhores de desenvolvimento do que avaliações concentradas em ciclos fechados?

02 — Frequência

Qual frequência de interação é suficiente para sustentar o desenvolvimento sem transformar a experiência em mais uma obrigação corporativa?

03 — Contexto

O desenvolvimento é mais efetivo quando parte de situações e desafios reais do trabalho?

04 — Personalização

Diferentes pessoas precisam de diferentes caminhos e ritmos para desenvolver uma mesma capacidade?

05 — Feedback

O acompanhamento frequente permite adaptar o percurso antes que uma lacuna se consolide?

06 — Negócio

É possível conectar evidências individuais de desenvolvimento a uma visão agregada das capacidades que a organização precisa construir?

07 — Impacto

É possível observar uma relação entre desenvolvimento contínuo, aplicação das capacidades e resultados relevantes para a organização?

02

Como saberemos se funcionou?

Os indicadores abaixo não representam resultados já comprovados. São as métricas que deverão ser acompanhadas quando o experimento estiver em produção, para testar se a hipótese se sustenta.

Adesão

  • Taxa de adesão
  • Frequência de interação
  • Recorrência no percurso
  • Retenção na experiência

Desenvolvimento

  • Evolução das capacidades avaliadas
  • Variação ao longo do tempo
  • Evidências de aplicação
  • Percepção de evolução

Adaptação

  • Adequação das recomendações
  • Mudanças de percurso a partir de novas evidências
  • Frequência de ajustes
  • Relevância percebida

Negócio

  • Evolução das capacidades estratégicas
  • Concentração de lacunas
  • Utilização dos insights por RH/T&D
  • Relação entre desenvolvimento e indicadores organizacionais
03

O contexto mudou. O modelo de desenvolvimento também precisa mudar.

As competências que sustentam o trabalho estão mudando em um ritmo que ciclos anuais de treinamento e avaliação não acompanham. Formar pessoas para um cargo estático deixou de refletir a realidade das organizações.

39%
das competências centrais exigidas no trabalho deve mudar até 2030, na expectativa dos empregadores.
59%
dos profissionais de T&D no mundo apontam a capacitação de colaboradores como sua principal prioridade.

O gargalo recorrente raramente é falta de conteúdo de aprendizagem. Está na distância entre um evento de treinamento e a aplicação prática, o acompanhamento e a adaptação que uma capacidade real exige para se consolidar. É essa distância que o Horizontes foi desenhado para investigar.

04

Capacidade não se constrói em um único evento.

Desenvolvimento como evento

Treinamento
Conteúdo
Avaliação
Fim

Hipótese Horizontes

Contexto
Diagnóstico
Aprendizagem
Prática
Feedback
Nova evidência
Adaptação

A avaliação acontece em ciclos. O desenvolvimento não para entre eles.

05

A hipótese

Se RH e T&D conseguirem combinar dados sobre capacidades, contexto organizacional e repertório individual, poderão construir percursos de desenvolvimento mais relevantes e contínuos — e, ao mesmo tempo, uma visão mais precisa das capacidades que a organização precisa desenvolver.

Dados + contexto + repertório
→
Desenvolvimento personalizado
→
Prática + acompanhamento
→
Novas evidências
→
Inteligência para RH/T&D
06

Como a hipótese foi investigada

Cada decisão de produto do Horizontes responde a uma pergunta específica — não a uma preferência estética ou a uma tendência de mercado.

Uma medição pontual captura de fato a evolução de uma capacidade?
Investigação

Análise de literatura sobre medição longitudinal e sobre comportamento performático em avaliações corporativas.

Evidência

Medições pontuais são vulneráveis a comportamento social desejável e, mais recentemente, a respostas otimizadas com apoio de IA.

Decisão de produto

Medição longitudinal — o Horizontes observa padrões ao longo do tempo, não fotografias isoladas de um único momento.

Como equilibrar diagnóstico organizacional com segurança psicológica individual?
Investigação

Benchmark de ferramentas de people analytics e definição de princípios de produto para o instrumento.

Evidência

Ferramentas de mercado tendem a expor rankings ou scores individuais, o que tende a gerar resistência e respostas performáticas.

Decisão de produto

Quatro recusas explícitas: sem ranking entre pessoas, sem score absoluto, sem perfil individual exposto no painel de RH, sem gamificação performática.

O que significa baixo engajamento em um instrumento desse tipo?
Investigação

Definição de princípios de produto a partir de um modelo de estados, em vez de um modelo de sucesso/falha.

Evidência

A maior parte dos instrumentos de RH trata baixo uso como falha do produto — descartando o próprio sinal que esse comportamento carrega.

Decisão de produto

Baixo engajamento passa a ser tratado como dado organizacional em si — dois estados de insight, nenhum estado de falha.

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O experimento

O PRISMA | Horizontes é uma experiência de desenvolvimento que combina diagnóstico, personalização, aprendizagem, prática e acompanhamento para investigar como profissionais e organizações podem construir capacidades de forma contínua.

A base do experimento é a medição por cenários situacionais — situações de trabalho simuladas que pedem uma resolução e que, ao mesmo tempo, medem e desenvolvem pensamento crítico, criatividade e resiliência. As respostas individuais nunca chegam a RH ou lideranças: o que chega é inteligência coletiva — padrões agregados do ambiente, sem nomes, sem rankings, sem leituras individuais. Essa arquitetura protege a segurança psicológica de quem responde e reduz o risco de contaminação das respostas por performance.

Para o profissional

  1. Diagnóstico
  2. Repertório
  3. Reflexão
  4. Possibilidades
  5. Escolha
  6. Desenvolvimento contínuo

Para RH, T&D e lideranças

  1. Visão agregada, sem leituras individuais
  2. Padrões de lacunas coletivas
  3. Capacidades prioritárias
  4. Composição e diversidade de squads
  5. Recomendação de perfis complementares para squads com lacunas identificadas
  6. Insights para decisões

Clareza sobre o próprio repertório. Inteligência coletiva para a organização.

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Inteligência coletiva, autonomia e segurança

A IA faz parte da arquitetura da experiência — não é o argumento de venda do experimento. Seu papel é personalização, recomendação, interpretação de padrões, ampliação de repertório e adaptação do percurso.

A IA não decide o que um profissional deve se tornar.

O objetivo não é transformar pessoas em scores.

A arquitetura separa diagnóstico agregado de dado individual — não como promessa, mas como decisão estrutural do produto.

Inteligência coletiva é o que RH, T&D e lideranças recebem: padrões do ambiente, nunca leituras de uma pessoa específica — a garantia por trás da segurança psicológica que sustenta respostas honestas nos cenários.

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Telas do protótipo

Cada tela existe para responder a uma das perguntas de negócio apresentadas no início deste case. O protótipo completo pode ser navegado em prisma-horizontes.lovable.app.

Visão de RH — Padrões coletivos
Tela Inteligência de ambiente, com padrões coletivos agregados e aviso de que leituras individuais não estão disponíveis

É possível conectar evidências individuais de desenvolvimento a uma visão agregada das capacidades que a organização precisa construir — sem expor a leitura de nenhuma pessoa específica?

Visão de RH — Recomendações
Tela de recomendações geradas a partir de padrões coletivos, com prioridade e justificativa explícita

O acompanhamento frequente permite adaptar o percurso antes que uma lacuna se consolide — e recomendar, com justificativa explícita, para onde direcionar squads e trilhas?

Visão do profissional — Como penso e trabalho
Tela individual com padrões de pensamento, pontos fortes e contextos que potencializam ou desafiam cada padrão

O desenvolvimento é mais efetivo quando parte de situações e desafios reais do trabalho, e diferentes profissionais precisam de diferentes caminhos para desenvolver uma mesma capacidade?

Visão de RH — Evolução do ambiente
Tela com evolução de padrões coletivos ao longo de 90 dias, com marcos semanais

O acompanhamento contínuo produz evidências melhores de desenvolvimento do que avaliações concentradas em ciclos fechados — e é possível observar essa evolução período a período?

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O produto ainda não está em produção

O Horizontes é um experimento em estágio de protótipo navegável — ainda sem piloto em produção. Os limites abaixo fazem parte do rigor que o produto promete, não de uma ressalva de rodapé.

A plataforma nasceu de fundamentos publicados: testes de julgamento situacional, dupla via de processamento, estilo explicativo e segurança psicológica. A validação psicométrica dos cenários é a próxima fronteira — e pede parceria com especialistas em SJT e psicólogos organizacionais. Reconhecer esse limite faz parte do rigor que o produto promete.

Próximos passos

  • Validação psicométrica dos cenários com especialistas em SJT e psicologia organizacional.
  • Entrevistas de follow-up com lideranças de T&D e com quem aprova orçamento, para aprofundar o entendimento desses perfis.
  • Evolução da leitura longitudinal do ambiente.
  • Piloto com uma organização parceira, para observar o produto em contexto real.
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O que ainda não sabemos

  • Qual frequência de interação produz maior impacto no desenvolvimento.
  • Quais sinais realmente indicam evolução de uma capacidade.
  • Quanto a personalização melhora a adesão ao percurso.
  • Como conectar evidências individuais a decisões organizacionais sem comprometer a segurança psicológica.
  • Quais indicadores de negócio serão mais sensíveis à evolução das capacidades.
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A pergunta continua aberta.

O PRISMA | Horizontes não afirma ter encontrado uma fórmula para desenvolvimento. Existe para investigar se é possível construir uma relação mais contínua entre pessoas, capacidades, aprendizagem e estratégia — e para produzir, ao longo do caminho, evidências que sustentem ou revisem essa hipótese.

Este experimento me ensinou que a pergunta mais valiosa de um processo de produto raramente aparece no backlog. Ela apareceu quando olhei uma tela pronta pelo olhar de quem seria representado nela — e sustentei a resposta até as últimas consequências. Essa pergunta mudou a arquitetura, o modelo de dados e o que o produto promete. É assim que quero construir produtos: com rigor nos dados, clareza nas garantias e pessoas como protagonistas da própria evolução.

Marcella Vasconcellos · Idealizadora do PRISMA FUTUROS

PRISMA FUTUROS — experimentos em produto, IA e futuros do trabalho